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Quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Cidades mais bolsonaristas e mais lulistas nas eleições de 2026

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Cidades mais bolsonaristas e mais lulistas nas eleições de 2026
Ilustração gerada por inteligência artificial

Um mapeamento dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais de 4 de outubro de 2026 revela contrastes regionais marcantes: Nova Pádua (RS) foi o município onde Flávio Bolsonaro obteve o maior percentual de votos, enquanto Bonfim do Piauí registrou a maior proporção de votos para Luiz Inácio Lula da Silva. A análise usa dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral e ajuda a explicar padrões locais que influenciaram a disputa que avança para o segundo turno em 25 de outubro de 2026.

Neste artigo
  1. Os extremos: maior apoio a Flávio e a Lula
  2. Mapeamento nacional e diferenças regionais
  3. O que os números dizem sobre o segundo turno
  4. Implicações para a estratégia eleitoral

Os extremos: maior apoio a Flávio e a Lula

Nova Pádua, cidade do Rio Grande do Sul, concentrou 87,02% dos votos válidos em Flávio Bolsonaro no primeiro turno, percentual que representa o maior desempenho do candidato entre todos os municípios. Esse número reflete tanto o peso eleitoral local quanto a dispersão de eleitores em municípios de pequeno porte, onde votações absolutas são baixas mas os percentuais podem ser muito elevados.

Leia também: Votos por município 2026: onde Cury, Renan, Caiado e Zema foram mais votados

No outro extremo, Bonfim do Piauí, no Nordeste, foi o município que mais elegeu Lula proporcionalmente, com o maior percentual de votos válidos para o presidente e candidato à reeleição. Essa concentração regional confirma a força histórica do PT em várias áreas do Nordeste e contribuiu para o avanço de Lula ao segundo turno contra Flávio Bolsonaro.

Mapeamento nacional e diferenças regionais

O levantamento a partir dos dados do TSE aponta um padrão: municípios do Sul e do interior apresentam bolsões de apoio forte a candidaturas alinhadas ao bolsonarismo, enquanto o Nordeste continua concentrando municípios com votação expressiva para Lula. Essa geografia eleitoral é resultado de fatores históricos, econômicos e de alianças políticas locais que variam de município a município.

Além das duas cidades de maior destaque, o estudo mostra que milhares de municípios mantiveram fidelidade aos campos de 2018 e 2022, ao mesmo tempo em que surgiram novos padrões de votação em regiões onde candidatos locais e lideranças influenciaram resultados.

O que os números dizem sobre o segundo turno

Com 100% das urnas apuradas no primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos na soma nacional e Lula 45,16%, encaminhando a disputa para o segundo turno marcado para 25 de outubro de 2026. A geografia do voto sugere que a definição dependerá da capacidade de cada campanha de ampliar apoio fora de seus redutos e de conquistar eleitores de candidatos que ficaram fora do segundo turno.

Analistas lembram que município com alta votação percentual não significa, necessariamente, grande impacto em termos de volume de votos, mas pode indicar bases territoriais muito consolidadas que mobilizam militância e influência local no segundo turno.

Implicações para a estratégia eleitoral

Para o candidato do PL, manter e ampliar o desempenho em polos do Sul e em municípios onde lideranças locais se alinharam é uma prioridade; para o candidato do PT, consolidar e expandir as vitórias no Nordeste e buscar ganhos em regiões metropolitanas do Sudeste e Centro-Oeste será central. Movimentos de lideranças partidárias e coligações regionais nos próximos dias deverão focar em transferir votos de eleitores de terceiros candidatos.

O resultado revela também desafios práticos para ambos: converter percentuais locais em votos suficientes em distritos de maior peso eleitoral e neutralizar eventuais surpresas em municípios com votação dividida será determinante até 25 de outubro de 2026.

Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.

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