Flávio Bolsonaro diz querer mudar a Constituição e propõe reforma política

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que pretende promover mudanças na Constituição Federal caso seja eleito, em discurso proferido no dia 6 de outubro de 2026, em Goiânia, após receber o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado. Segundo ele, a renovação do Congresso daria condições para eleger aliados nas mesas diretoras da Câmara e do Senado e, assim, implementar reformas que considera necessárias para “redemocratizar” o país.
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Pronunciamento em Goiânia e apoio de Caiado
No evento em que Caiado tornou público seu apoio, Flávio exaltou a nova composição parlamentar — que, segundo ele, estaria mais alinhada com pautas de direita — e afirmou que essa maioria facilitaria a eleição de presidentes das duas Casas, passo que, na visão do candidato, permitiria avançar em mudanças constitucionais. A declaração foi feita em 6 de outubro de 2026 e foi repetida em entrevistas e notas da campanha nos dias seguintes.
Objetivos citados: Judiciário, maioridade penal e tributária
Em entrevistas subsequentes, Flávio detalhou alguns eixos que pretende abarcar com eventuais alterações: reforma do Judiciário, redução da maioridade penal e ajustes na legislação tributária. Ele afirmou que as mudanças visariam, em sua narrativa, restabelecer o respeito às instituições e adaptar regras consideradas hoje problemáticas por sua base.
Implicações políticas e matemática legislativa
Especialistas e veículos que cobriram o episódio lembram que propor emendas à Constituição exige quóruns qualificados no Congresso — por exemplo, aprovação em dois turnos em cada Casa e apoio de três quintos dos deputados e senadores — o que demanda articulação política além da mera escolha de presidentes das mesas diretoras. A bancada do PL alcançou crescimento nas eleições, mas mudanças efetivas dependem de alianças mais amplas no Legislativo.
Reação e contexto eleitoral
A fala de Flávio suscitou reações diversas no cenário político e na imprensa: apoiadores celebraram a clareza do objetivo de reforma, enquanto críticos enfatizaram a necessidade de detalhamento das propostas e apontaram riscos à estabilidade jurídica caso alterações sejam feitas sem amplo debate. O tema passa a integrar o arco de propostas que marcaram o debate do segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Na avaliação de analistas, falar em “mudar a Constituição” em campanha tem impacto simbólico imediato sobre investidores, aliados e adversários, elevando a importância das próximas semanas de articulação parlamentar e definição de plataformas mais específicas por parte do candidato e seus apoiadores.
Imagem de capa: ilustração gerada por inteligência artificial.



